Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Mandarim

 

Já faz mais de um ano que assentei arraial por estas paragens com o propósito de dominar o melhor possível a principal língua materna do mundo. Não passa de uma opinião pessoal e, como tal, muito duvidosa mas estou cada vez mais convencido de que uma língua com a complexidade estrutural do Mandarim, apesar das reformas que sofreu ao longo dos séculos no sentido da simplificação, é um entrave ao desenvolvimento do País. Pode-se sempre rebater esta teoria com o exemplo do Japão mas também se poderia contrarebater afirmando que o extraordinário espírito trabalhador do povo japonês obteria ainda melhores resultados com uma escrita muito mais simples. O Mandarim escrito é composto por milhares de caracteres, uma monstruosidade que poucos ou ninguém domina na totalidade e que, com prejuízo no aprofundamento de outras matérias, obriga a um dispêndio de tempo suplementar na sua aprendizagem e a um consequente sub-aproveitamento do capital humano (o que, na verdade, é coisa que abunda por cá). Não obstante a imensidão há pequenos truques que facilitam a memorização de uma boa parte dos caracteres e que nos dão a conhecer um  pouco da  história, modo de pensar e  sentido de humor do povo chinês. Queria com este texto inaugurar uma nova tag exclusivamente dedicada ao Mandarim, não com qualquer pretensão didáctica mas apenas de compartilhar em futuros posts algumas das interessantes histórias que se escondem  por detrás dos caracteres, fazendo com que os nossos olhos ocidentais os encarem como algo mais do que um amontoado de rabiscos. What´s in a Chinese Character é o nome do livro  de onde, pelo menos nos primeiros posts, sugarei a informação, bem como os cartoons que ilustram a  evolução dos caracteres ao longo dos anos. Para abrir o apetite, fica-se já a saber que o primeiro, como não poderia deixar de ser, será dedicado à mulher. Espero que gostem.

publicado por Conde da Buraca às 14:11
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