Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Coisas Boas da Noruega

Na Noruega, além do nosso amigo e das beldades que por lá habitam, há  também outras coisas boas como por exemplo os King of Konvenience. Para ajudar na leitura do post anterior, proponho que escutem esta Jukebox  do  álbum “Riot On An Empty Street” . Se não estão tentados, olhem que a Leslie Feist também participa na festa. Em que faixas? Isso terão que ser vocês a descobrir.
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publicado por Conde da Buraca às 08:26
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Observação de Café #1 – O Jornal Desportivo

O fenómeno a que hoje nos queremos dedicar é de facto extraordinário, todo ele se desenvolve em redor de um pequeno objecto que há primeira vista não aparenta o mínimo valor mas que é de importância vital para o ser humano, não exageraria se afirmasse que o seu impacto é da mesma grandeza de outras grandes invenções/descobertas como o domínio do fogo, a roda ou ainda os jaquinzinhos com arroz de tomate. Falo-vos do diário desportivo, não dos seus fabulosos efeitos no intelecto humano, isso toda a gente sabe, seria o mesmo que vir aqui anunciar que sem oxigénio é impossível viver. O que se pretende aqui focar é um outro efeito que este tipo de jornal provoca no comportamento do homem e que, ao comum dos mortais, tem passado despercebido. Mas primeiro e para aguçar a curiosidade, queria explicar como tive conhecimento desse ainda não revelado efeito. Não há muitos anos, bebia eu uma cervejola numa tasca refundida, ali para os lados de Alfama, quando o gerente da superfície comercial, num inglês muito manhoso, me sai com esta “Jovem, nessa mesa onde estás sentado, passou horas e horas o Gandhi, aquele maluco lá da Índia”. Respondi-lhe que era escusado vir com essas tangas, apesar dos olhos azuis não sou camone. O homem insistiu e para o provar dá-me a ver uma velha fotografia onde de facto, naquela mesma mesa, estava sentado um jovem que aparentava ser de origem indiana ao lado de um outro senhor de farto bigode, “este é o meu avô, o fundador aqui do estabelecimento” diz com orgulho. E lá continuou, “Dizia o meu velho, Deus o tenha, que no primeiro dia que ele cá veio, ao fim de duas horas sentado nessa mesma cadeira, o homem como que possuído pelo diabo, partiu violentamente a sua garrafa de leite Ucal e com ela tentou agredir um cliente que lia “O Velocipedista”, o jornal desportivo da época. Sete, sete homens para dominar o bicho. Depois caiu em si, desfez-se em mil desculpas e levou os restantes dias que cá passou a pagar rodadas de ginginhas. Parece que até era um tipo porreiro, mas não dá para compreender aquele comportamento, ainda para mais sabendo no que ele depois se tornou”. Parvo com o que tinha acabado de escutar, disse “Ò chefe, devia ser outro, provavelmente os Ghandis são os Silvas lá do sítio”, mas ele não desistiu “É verdade o que lhe digo, o barco que o transportava de Calcutá para Londres foi forçado a atracar em Lisboa durante um mês para reparações dos danos provocados pelo mau tempo. Na altura, decorria o mundial de críquete, o tipo era grande aficionado e passava cá todos os dias para consultar os resultados no Velocipedista. Além disso, muitos anos mais tarde, quando já era uma celebridade, o meu avó reconheceu-o nas fotografias dos jornais”. Pondo em prática os ensinamentos da minha mãezinha em como se comportar com gente maluca, lá lhe disse que sim, paguei e pus-me a caminho. Nunca mais pensei naquele diálogo até que, recentemente, num canal da tv cabo, dou de caras com aquele rosto da fotografia, era um documentário biográfico de Gandhi. Sentia que estava perto de uma descoberta revolucionária, tinha que rapidamente avançar com as investigações. A escolha do local para aprofunda-las revelou-se fácil, diria mesmo que não podia ser outra, o café da esquina está para o ser humano como a savana está para os grandes felinos. É um habitat de condições árduas onde apenas os mais fortes sobrevivem. Para lá me dirigi, 12.00h, inicia-se o período de duas horas em que se atinge o pico da procura do jornal desportivo, na mesa do canto, o Sr. Machado já está na posse do objecto alvo de tanta cobiça. O Sr. Machado, reformado, dos seus oitentas é o que podemos chamar o topo da cadeia alimentar, o leão dominante, aquele à volta do qual, na hora da refeição, todos lançam olhares famintos, aguardando pelas sobras. Quando o relógio marca 12.15h, o Sr. Machado acaba de concluir a leitura da capa. Apesar do início algo lento consegue recuperar, uma hora depois, já se encontra na contracapa, hoje está acelerado, deve ter algum compromisso. Sente-se uma certa tensão no ar, o segundo decisivo aproxima-se e a mínima distracção poderá ser fatal, apenas se ouve a voz do José Rodrigues dos Santos, os músculos contraem-se e … falsa partida, o Sr. Machado recomeça a leitura mas agora no sentido inverso. É notório o desânimo nas mesas circundantes mas ninguém desiste. 13.30h, o Sr. Machado está de regresso à primeira página, sem pousar o jornal, tira os óculos do casaco e inicia a leitura daquela coluna cinzenta, aquela onde se informa o número de exemplares da edição, o nome do director, o nome do vice-director, o nome dos jornalistas, dos moços de recados, das empregadas de limpeza, do arrumador de carros na rua da redacção, do adjunto do arrumador de carros, etc. É nesse momento (falta meia hora para picar o boi) que se verificam as primeiras desistências mas a casa ainda continua composta, chego à conclusão que no bairro vivem muitos funcionários públicos. 13.50h, o Sr. Machado pousa o jornal, claramente um sinal para avançar, um rapaz que não conheço consegue antecipar-se aos seus adversários mas à pergunta “Desculpe, posso dar uma vista de olhos?” recebeu como reposta “Lamento, mas aqui o Ferraz já o tinha reservado”. O rapaz com um sorriso amarelo retirou-se enquanto o Sr. Machado comentava com o Sr. Ferraz que a Sr. Alexandra do jornal tinha sido substituída por uma nova empregada de limpeza. A observação estava concluída, com os dados recolhidos estava em condições de juntar as peças e formular com segurança as conclusões. Tudo agora faz sentido, esta “batalha” já secular que todos os dias se desenrola nos nossos cafés acabou por transformar o homem português num ser humano altamente pacífico. Pode parecer estranho mas  apenas o é porque quando se está inserido numa sociedade é mais difícil avaliá-la. O comportamento violento de Gandhi é a maior prova desta teoria, se o homem símbolo da paz e do diálogo não resistiu a esse duro teste, é porque o português possui realmente características especiais. Agora compreendo o porquê de nunca ter encontrado um café, um único que seja, com dois jornais desportivos, um para uso exclusivo dos clientes pensionistas e o outro para os restantes. Não encontrei porque não é permitido, o Estado há muito que tem conhecimento das propriedades relaxantes da combinação reformado/jornal desportivo. Com dois diários desportivos por café, inevitavelmente, a duração diária da prática deste exercício pacificador diminuiria drasticamente, o efeito seria precisamente o contrário, aos poucos os níveis de agressividade da população aumentariam e consequentemente Portugal transformar-se-ia num país difícil de controlar. Há dois momentos marcantes da História Portuguesa do século XX que sempre me intrigaram no modo como sucederam e que agora compreendo. O primeiro é a instauração da ditadura política, como terá sido possível tal acontecimento sem uma única bala disparada, uma manifestaçãozinha, nada, enquanto que na nossa vizinha Espanha só depois de uma duradoura e sangrenta guerra civil. O outro momento dá-se 50 anos depois com o fim dessa ditadura. É verdade que nesta ocasião dispararam-se algumas balas junto à sede da Pide mas como se explicam os cravos nas G3 (recordo que o LSD ainda não era muito popular em Portugal) e a ausência desses actos tão típicos nas revoluções que são os fuzilamentos e os enforcamentos.  
 
Nota: A ideia dos jaquinzinhos com arroz de tomate veio daqui. Olhe que não, Shô Doutor! Olhe que não, é de ler e chorar por mais.
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publicado por Conde da Buraca às 17:55
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Cuidado, não se deixem arrastar

Supondo que o “Sim no Referendo” é de facto uma criação do Bloco de Esquerda, pergunto qual é o problema. Se assim é, só revela inteligência dos seus mentores, ao contrário do CDS-PP que tem estado concentradíssimo com o seu próprio suicídio, compreendo, não é tarefa fácil. As ideias que cada um dos participantes expõe são suas, não são fruto de qualquer lavagem cerebral (não quero negar com isto que o BE não possui esse tipo de equipamento), tudo bem, duvido que o Rui Rio tenha sido convidado, só lhes ficava bem, mas estão no seu direito. O que me é difícil compreender é a indisfarçável azia com que o “Sim no Referendo” foi recebido por alguns bloggers da praça, tornando-se mesmo nos seus maiores publicitários, destaque com grande avanço em relação aos outros concorrentes para o André Azevedo Alves (uma espécie de motor de busca humano). A sua determinação obstinada (aqui, aqui e aqui) leva-me mesmo a questionar as suas reais motivações, querem ver que o homem tem dupla personalidade, queria fazer o pleno, isto é, participar nos dois blogs, mas só o do Não é que o convidou. Deixa-se aqui este link com a sincera esperança que o ajude a ultrapassar esse momento difícil.
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publicado por Conde da Buraca às 07:58
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

A língua portuguesa lá fora e as outras cá dentro

Confirmando-se o que me foi relatado por colegas venezuelanos e pelo que aqui é noticiado (única fonte até à data no google news) é uma grande notícia para Portugal. Faz todo o sentido, o Brasil além de vizinho, é também o país mais populoso da América do Sul e um dos que ao lado da China e da Índia, está incluído no grupo dos que se estimam que sejam as novas super potências económicas mundiais do presente século. A Venezuela segue assim o exemplo da Argentina, onde o português é língua obrigatória no ensino básico e secundário. Acredito que este efeito do crescimento económico brasileiro terá continuidade, alastrando-se, mais tarde ou mais cedo, às restantes nações Sul Americanas. Por cá, Península Ibérica, Castelhanos e Lusitanos continuam de costas voltadas. Em Portugal, a disciplina da língua espanhola apenas surge no 3º. ciclo e na condição de opcional. Fará sentido que a língua alemã e a francesa (esta nem está incluída no grupo das dez principais línguas maternas do mundo), desde o 2º. Ciclo, sejam opções dos estudantes portugueses em detrimento da língua espanhola, cujo universo de   358 milhões de falantes a coloca na terceira posição mundial. Em Espanha, a situação é semelhante, o ensino do português da responsabilidade do governo espanhol, apenas surge no ensino secundário (7º. ano) e também na condição de opcional.
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publicado por Conde da Buraca às 05:11
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Ensino Multilingue – Toda a Verdade

Um dia, os livros da História Universal vão referir-se a 04/01/2007 como a data em que Portugal desperdiçou a última oportunidade para voltar a integrar o pelotão das nações mais prósperas e desenvolvidas do planeta. Tenho que confessar que pertenço ao grupo daqueles que se congratulou com o chumbo do projecto-lei do ensino multilingue apresentado pelo Bloco de Esquerda no parlamento, não conseguia compreender o raciocínio das lides bloquistas. Hoje, tenho noção das graves consequências do referido chumbo. Mas é justo que se diga que a grande responsabilidade do resultado é do próprio Bloco de Esquerda que, ao não revelar os verdadeiros porquês da proposta, contribuiu para o conhecido triste fim. Segundo fonte interna do BE, a origem da proposta não terá partido do interior do partido mas sim de uma investigação de décadas elaborada pela conceituada astróloga Maya. Apresenta essa investigação como factos inquestionáveis a visita ao nosso planeta, já no próximo ano de 2020, das primeiras naves dos habitantes de uma galáxia longínqua anos luz mais desenvolvida, poderosa e populosa. Felizmente as intenções destes novos vizinhos serão pacifistas, pretendendo apenas alargar o espaço comercial à nossa galáxia. Em apenas três anos controlarão a economia mundial e tentem lá adivinhar quem serão os grandes beneficiados. Pois, segundo os cálculos astrológicos da Maya, a língua materna dos E.T.´s é uma das seguintes três: crioulo, ucraniano ou romeno (a dúvida deve-se a uma chuva de meteoritos não prevista). Percebe-se claramente a intenção do BE, dotar as nossas futuras gerações das melhores ferramentas para competir no futuro mercado inter-galático. Ousaria no entanto afirmar que o BE foi pouco audaz, apenas 30% de portugueses nas turmas multilingues, porque não o Crioulo como nova língua nacional e as restantes já no 2º. ciclo? A dúvida que subsiste é saber qual a razão que terá levado o BE a esconder, sob a capa da adaptação das minorias em Portugal, o verdadeiro motivo da proposta aos portugueses. Segundo uma fonte próxima da Maya, esta afirma sentir-se amordaçada como Galileu o foi pela Inquisição, sente-se traída com o comportamento do BE, pois terá revelado as suas descobertas, confiando que o partido que se orgulha da modernidade das suas ideias não teria complexos em assumir publicamente a crença nessa ciência exacta que é a astrologia. Correm rumores que a Maya equaciona a possibilidade de abandonar o país, tendo mesmo a Espanha já oferecido José Saramago e Olivença como moedas de troca. Esperemos que esse cenário horrendo não se concretize… Há quem opine que Louçã terá receado a aprovação por unanimidade da sua proposta e o peso da responsabilidade daí inerente, situação nunca antes vivida pelo partido. É também comentado que foi encontrada a seguinte inscrição nas instalações sanitárias do parlamento “a referência a Maya e às suas descobertas, seria o admitir de que o BE não tem ideias próprias”. A ser verdade esta última teoria, é incompreensível pois toda a gente sabe que não há um único partido com ideias próprias e que um bom político é aquele que sabe aproveitar as boas ideias dos outros. A realidade é que, independentemente dos motivos do BE, a oportunidade foi desperdiçada e Portugal, mais uma vez, ficou a perder.
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publicado por Conde da Buraca às 18:17
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Esclarecimento ao Carriço

Carriço, dando uma vista de olhos nas estatísticas do sitemeter, chego à conclusão de que és o único tipo que por cá vai passando. Isso é preocupante, diria mesmo que é um forte sinal de que está na hora de consultares um especialista do foro psiquiátrico. De qualquer modo, estejas ou não na plenitude das tuas capacidades mentais, sinto-me na obrigação de te dizer que a responsabilidade da escassez de actividade por estes lados deve-se a uns sismos, nada pequenos por sinal, que têm ocorrido nos mares de Taiwan. Os cabos de fibra óptica que alimentam a China ficaram em mau estado, tornando penosa qualquer actividade na net. A malta bem se tem esforçado por reparar os estragos mas os sismos parecem dotados de inteligência e reaparecem sempre no momento menos desejado. Já agora, Carriço (ou mais alguém que aqui venha parar), desse lado consegue-se visualizar as fotografias dos posts? Deste lado não há fotografias para ninguém.
 
Um abraço.
publicado por Conde da Buraca às 17:21
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Sábado, 13 de Janeiro de 2007

Uma teoria de conspiração por dia dá saúde e alegria

É com um esforço interior descomunal que faço por aparentar calma quando da boca de pessoas que pessoalmente conheço escuto certo tipo de barbaridades. É-me ainda mais custoso quando a essas pessoas lhes foram proporcionadas condições invejáveis de formação como por exemplo a experiência de estudar em boas universidades estrangeiras e de conhecer outras realidades. Chego à conclusão de que há cérebros que, por mais que sejam exercitados, não evoluem. Vem isto a propósito de uma recente exposição de ideias numa mesa de café por parte de uma criatura que pelos vistos reúne essas características cerebrais. Enquanto expunha orgulhosamente a genialidade do seu pensar, hesitei em me levantar, dar-lhe dois ou três tabefes e de lhe dizer que sentia profunda pena dos seus pais mas a opção por não interromper o homem acabou por vigorar. Pois bem a teoria é de que os atentados de 11 de Setembro não foram concretizados pela Al-Qaeda mas pelo próprio governo americano com o propósito de se criar uma opinião favorável a uma futura invasão ao Iraque e desse modo aceder-se às suas imensas reservas petrolíferas. Os argumentos eram fraquinhos, além das já referidas reservas petrolíferas a carta da manga era o modo como as torres gémeas se desmoronaram. É que segundo ele, aquele tipo de desmoronamento está reservado às demolições por implosão pelo que é por mais evidente que foram colocados explosivos nas fundações dos edifícios, os aviões foram só para despistar. E foi com este fenomenal argumento que o jovem conquistou a plateia, porque será que a palavra América provoca este efeito de cegueira que impede as pessoas de pensar. Ninguém questionou se aquele tipo de desmoronamento poderá ter outra origem que não a indicada pelo orador, ninguém questionou o motivo de porque será que nenhum especialista de estruturas em todo o mundo, nem um único, levantou a questão e porque seria que era naquela mesa que o mistério era decifrado. Isto é preocupante, a cegueira de alguns seres é tão grande que suspeito se for lançado um boato em que as torres gémeas na realidade nunca existiram, que ninguém morreu naquele dia, que tudo não passa de uma grande ilusão criada pelos americanos com décadas de antecedência (esta porque há que justificar os filmes com as imagens das torres), não faltarão crentes.
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publicado por Conde da Buraca às 17:43
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Sexo Oral na Música Pop

“deixo-vos aqui a sublime versão do tema «Lover's Spit» cantada por Feist ao piano e que faz parte da colectânea BEE HIVES editada em 2004 (o original, de YOU FORGOT IT IN PEOPLE de 2003 já era uma grande canção, mas esta versão é incrível). A minha referência ao sexo oral na música pop era, por excelência, a que Leonard Cohen fazia em «Chelsea Hotel #2» a propósito da Janis Joplin: «Giving me head on the unmade bed / while the limousines wait in the street»”., in As Ruínas Circulares.  

 


 

Já faz tempo que desejo ultrapassar o elogio do João Pedro Costa à prestação da menina Feist, enquanto voz do  tema “Lover´s Spit” dos Broken Social Scene. Os dias passam e não consigo, “sexo oral na música pop” é realmente a qualificação perfeita, acreditem, não há nas citadas palavras qualquer exagero típico dos analistas musicais da praça. Ainda se fazem músicas assim, toda ela é pura sensualidade do mais alto calibre. Comprovem-no aqui e não me venham com o blá blá blá de que os gostos não se discutem, quem não tiver a sensibilidade para, no mínimo, a amar, está desde já informado que não reúne os requisitos necessários para frequentar o Peneirar (é a filtragem meus senhores(as), é a filtragem).

 


 

LOVER'S SPIT (Broken Social Scene, 2003)
All these people drinking lover's spit
They sit around and clean their face with it
And they listen to teeth to learn how to quit
Tied to a night they never met
You know it's time
That we grow old and do some shit
I like it all that way
You know it's time
That we grow old and do some shit
I like it all that way
All these people drinking lover's spit
Swallowing words while giving head
They listen to teeth to learn how to quit
They take some hands in getting used to it

 


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publicado por Conde da Buraca às 11:56
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

China #2 – Beijing, o Formigueiro Humano

É a comparação que encontro para descrever o caos organizado das ruas de Pequim. Milhões, são milhões de pessoas nas ruas, todas elas circulando como que programadas por um comando superior que previamente estabelece o percurso de cada uma delas. Não encontro outra explicação para o fluir do que aparenta ser uma anarquia mas que na realidade é apenas uma diferente forma de organização. Todas aquelas pessoas, bicicletas, carroças e carros, cruzam-se tangencialmente nas grandes avenidas sem colisões porque não são elas que se comandam a si próprias, são apenas mais uma peça do veículo que, iludidas, pensam que comandam. Alguém deve ter reparado que eu andava desalinhado do sistema e no perigo que isso poderia representar para a segurança dos cidadãos. Assim, a minha ficha já foi introduzida no computador central. Hoje sou uma formiga obediente, sei muito bem que a prioridade nas passadeiras é dos automóveis (ai de quem) e que quando o sinal verde para peões é accionado tenho que verificar a minha posição (sim, sim, o sinal verde para peões), se ainda não atingi metade do percurso há que regressar ao ponto de partida.
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publicado por Conde da Buraca às 14:52
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