Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Mais um sector em crise

 

Produção mundial de cocaína é a menor em cinco anos.
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publicado por Conde da Buraca às 17:14
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Domingo, 21 de Junho de 2009

Aqui não passaram

Livro da autoria do General Carlos Azeredo que se debruça sobre a época das invasões napoleónicas em Portugal com especial atenção para com a segunda comandada pelo Marechal Soult. Escolhi-a como livro de cabeceira, atraído pelas comemorações bicentenárias e movido por uma necessidade cada vez mais crescente de conhecer em mais pormenor o nosso passado. Quanto mais o conheço mais me espanto com a negligência dos sucessivos governos no que respeita ao ensino, conservação e divulgação da nossa história. Quando os conhecimentos da generalidade dos portugueses em relação aos quase mil anos de Portugal se resumem a meia dúzia de acontecimentos e, mesmo esses, de uma forma superficial ou errada, está tudo dito. Um deles, a transferência do governo e corte portuguesa para o Brasil, aquando da primeira invasão francesa é geralmente interpretado como um acto de cobardia, sendo D.João VI retratado como o cobarde mor, o ignorante ou ainda o gordo cujas preocupações se resumiam ao conteúdo da ementa real do dia.
A “fuga” para o Brasil não foi um acto espontâneo, pelo contrário, foi preparada com muita antecedência, envolvendo uma preparação logística de grande envergadura que foi ao pormenor de se transferirem os mármores das secretárias para os futuros serviços administrativos da nova capital. Foi reconhecido pelas nações europeias de então como um golpe estratégico genial e mais tarde o próprio José Bonaparte, no seu memorial em Santa Helena, admitiu o fracasso. O exército francês era a mais poderosa máquina de guerra de então, chegava a Portugal sob uma aura de invencibilidade, vergando todos que se atreveram a opor-lhe resistência, pelo que a decisão de D.João VI revelou-se a mais sensata, evitando a capitulação e permitindo a manutenção do império. Sobre esta estúpida capacidade de ignorarmos os feitos dos nossos antepassados e os deste caso em concreto, deixo o convite a quem conseguiu chegar a estas linhas para visitar o exercício de história comparativa com que Miguel Castelo Branco nos brinda, um regalo para a mente como aliás o é todo o seu Combustões.
Regressando à obra do General Carlos Azeredo, esta é antes de mais uma homenagem à valentia das gentes do interior rural norte português, elas sim as verdadeiras responsáveis pela derrota das tropas do Marechal Soult. Transformaram o passeio planeado pelo próprio José Bonaparte num pesadelo sem fim que culminou com uma fuga humilhante e desesperada por caminhos de cabra, abandonando pelo caminho os tesouros pilhados. Os relatos dos soldados franceses dão-nos conta de pequenos grupos de agricultores kamikazes que se lançavam sobre as colunas militares, da resistência que encontravam nas pequenas aldeias e vilas do interior, comandada pelos padres armados com a cruz e por velhos nobres com as suas velhas espadas que decoravam há muito as paredes dos seus solares. Foram estes homens e o pequeno e mal armado exército do General Silveira constituído por poucos militares de raiz e essencialmente por agricultores voluntários que foram desgastando a moral das tropas gaulesas ao ponto de Soult desistir de enfrentar o exército luso britânico que já se encontrava às portas do Porto. É interessante notar que, em contraste com o comportamento heróico das populações rurais, os centros urbanos foram conquistados com pouca ou nenhuma resistência e que nalguns casos os invasores foram até recebidos de braços abertos por simpatizantes da causa liberal estranhamente liderada por um imperador. Suponho que esse amor à Pátria ainda hoje é mais forte no interior eternamente mal tratado e abandonado pelos governantes. A dívida de gratidão para com esses heróis anónimos e homens como o General Silveira é inquantificável. Nada seria mais justo do que a devida atenção para com os seus feitos nos programas escolares para que as futuras gerações percebam que Portugal é muito mais do que os incompetentes dos nossos políticos deixam transparecer.
publicado por Conde da Buraca às 22:33
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Hóquei em campo do Lamas é o melhor do País

União de Lamas é o novo campeão nacional de hoquei em campo, culminando desta forma uma época notável que para além deste último título também contou com a conquista da Taça de Portugal e a melhor performance de sempre de uma equipa portuguesa no campeonato da europa de clubes. Um feito que deixa este lamacense babado e que provavelmente não receberá mais do que duas ou três linhas de destaque na imprensa desportiva nacional.  
publicado por Conde da Buraca às 15:07
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Será que chega ?

Jorge Jesus  “Comigo vão jogar o dobro.”

publicado por Conde da Buraca às 22:58
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

From the Basement

 
From the Basement é uma brilhante ideia de uns tipos muito bem relacionados no mundo da música que consiste em gravar a performance de bandas como os Radiohead, Fleet Foxes, Iggy Pop e muitos outros nomes consagrados do rock internacional num ambiente intimista, longe da pressão das câmaras, luzes, concertos e estúdios de gravação. O objectivo é proporcionar aos artistas uma atmosfera de tal forma descontraída que permita a perda de inibições como a de sacar os pés e o corta-unhas em público mas também o fluir da música sem constrangimentos. A maioria dos vídeos não estão totalmente disponíveis no site mas é fácil encontra-los no Youtube.  O resultado é muito bom. Destaco a performance a solo do conhecido homem do assobio, Andrew Bird no tema “Section 8 City”. Absolutamente genial a forma como vai gravando partes da sua própria actuação que aproveita mais tarde para reproduzir enquanto ensaia outros ritmos, ao alcance de muito poucos.
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publicado por Conde da Buraca às 18:15
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Pelos Caminhos de Jacinto

 

A A Quinta de Tormes onde a personagem principal da “A cidade e as serras” se rende aos encantos da vida do campo existe para além das páginas de Eça. Localiza-se no Concelho de Baião e é hoje a sede da Fundação Eça de Queiroz. É por si só um bom motivo de visita mas o que mais me desperta a curiosidade é a possibilidade de sentir um pouco do deslumbramento que Jacinto sentiu ao percorrer o percurso entre a Estação de Tormes (onde Jacinto coloca os pés pela primeira em solo lusitano) junto ao Douro e a quinta dos seus antepassados.

publicado por Conde da Buraca às 14:53
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Siemens Elettra RF 6954

Hoje (ontem) fui brindado com este belíssimo presente. Não exactamente o das fotos mas um outro igualzinho a precisar de pequenas reparações. É lindo e também está sintonizado com a rádio do Vaticano.

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publicado por Conde da Buraca às 00:17
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Descobrir Eça

 

 

Para além do magnífico cheiro a sardinha assada que se inala em cada dobrar de esquina e da constante passagem de aviões a baixa altitude que nos dão a tranquila sensação de que estamos perto dos barcos salva vidas no caso de Portugal se afundar de vez, Matosinhos tem também outras qualidades. Uma delas é a Biblioteca Municipal Florbela Espanca cuja vastidão de obras se estende desde as consagradas até às mais recentes, sendo um belo exemplo de serviço público, especialmente nestes tempos de crise em que o livro é cada vez mais um bem de consumo reservado a uma pequena minoria. Outra não menos importante característica da biblioteca é a sua estratégica localização, a apenas um atravessar de rua da minha residência, inviabilizando a desculpa esfarrapada dos tempos modernos da falta de tempo. Assim 2009, tem sido um bom ano em termos de leituras, longe dos patamares do professor Marcelo mas  suficiente bom para impressionar quem me rodeia com os conhecimentos que tenho das obras completas de Noddy, Nina, Nino e Guau ou ainda da Branca de Neve e os Sete Anões. Por vezes, quando os pequenos diabretes o permitem, aventuro-me noutro tipo de leituras, sendo “A Cidade e as Serras” do nosso Eça a que mais me surpreendeu e fascinou. Penitencio-me de só aos 33 anos ter posto os olhos neste pequeno património nacional e confesso envergonhado de que só o fiz depois de ler um editorial da revista Ler, onde o seu autor (Francisco José Viegas) descreve o seu espanto quando questionou uma numerosa plateia de estudantes sobre quem é que já tinha lido a obra e apenas obteve uma resposta positiva. É um privilégio ser transportado pela pena refinada de Eça para dois mundos diametralmente opostos como o são a Paris vivida pela poderosas elites de então e o interior rural português do final do séc. XIX. É também surpreendente a actualidade das questões que levanta, o que nos leva a pensar que o mundo de hoje não é assim tão diferente do daquela época. Desconfio que “A Cidade e as Serras” tem muito de autobiográfico e que é com esta obra que Eça se reconcilia com Portugal que tanto criticou. A partir de agora sou fã incondicional do Eça, amanhã já não corto o bigodinho e começo a usar lente.

 

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publicado por Conde da Buraca às 00:56
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Coisas Boas - Chinese Translation (M. Ward)

 

 
CHINESE TRANSLATION (M. Ward, 2006)
I sailed a wild wild sea, climbed up a tall tall mountain
I met a old old man beneath a weeping willow tree
He said: ««Now if you got some questions go and lay them at my feet
But my time here is brief, so you'll have to pick just three»
And I said: «What do you do with the pieces of a broken heart?
And how can a man like me remain in the light?
And if life is really as short as they say, then why is the night so long?»
And then the sun went down and he sang for me this song:
«See I once was a young fool like you afraid to do the things that I knew I'd to do
So I played an escapade just like you, I played an escapade just like you
I sailed a wild wild sea climbed up a tall tall mountain
I met an old old man he sat beneath a sapling tree
He said: «Now if you got some questions go and lay them at my feet
but my time here is brief so you'll have to pick just three»
And I said: «What do you do with the pieces of a broken heart?
And how can a man like me remain in the light?
And if life is really as short as they say, then why is the night so long?»
And then the sun went down and he sang for me this song...»
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publicado por Conde da Buraca às 00:22
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Uma aventura no jornal Avante

A propósito do último post, ocorreu-me visitar o site do Jornal Avante que encontra sempre formas muito peculiares de se pronunciar em relação a estas datas tabu da história do comunismo. Quando me preparava para desistir eis que, perdida no meio de um longo protesto de Vasco Cardoso (datado de 04/06/2009) contra a forma como a comunicação social acompanhou a campanha da CDU para as europeias, surge o que procurava. Atentemos então:
 
“Entre outras situações, foi particularmente evidente e escandaloso o papel a que se prestou a RTP na operação montada pelo PS a partir dos incidentes nas comemorações do 1º de Maio em Lisboa, ou a recuperação de acontecimentos com 20 anos, nas vésperas das eleições, como os ocorridos em 1989 na República Popular da China.”
 
Concentremo-nos na segunda parte da frase e tentemos compreender a linha de pensamento do seu autor. Apesar da timidez com que se refere ao tema penso que não há dúvidas de que se trata da barbárie cometida pelo exército de libertação da República Popular da China contra os jovens estudantes na praça de Tiananmen. Será que Vasco Cardoso não considera esse acontecimento relevante o suficiente para merecer destaque televisivo (mesmo tendo em consideração que 20 anos é uma data redondinha e como tal propícia para evocações)? Ou acha que sim mas não na data em que realmente se cometeu a cobarde matança? Talvez uma semaninha depois, numa pequena referência de meio minuto no segundo canal, na hora de fecho. Por outro lado fica a dúvida se o problema de Vasco Cardoso é a idade do acontecimento. Depreende-se que acontecimentos com o mínimo de 20 anos de idade deverão ser votados ao esquecimento, especialmente se coincidirem com as épocas eleitorais. Nesse caso pergunto se o 25 de Abril que o PCP tanto tem como seu ou ainda a data do assassinato de Catarina nas mãos da PIDE, dois acontecimentos com mais de vinte anos, ocorrerem nas vésperas de eleições, qual deverá ser o papel da comunicação social face a este infortúnio de coincidências.  É neste partido que reduz a tragédia de Tiananmen a um acontecimento de 20 anos e como tal já fora da validade para ser recordado que mais de 10% dos portugueses confiou o seu voto nas eleições de Domingo. O PCP é muito provavelmente o único partido comunista da Europa Ocidental que subsiste e que tem vindo a reforçar a sua posição. Este facto é por si só demonstrativo do estado do País e da incompetência dos políticos que nos têm governado. Em tempos idos votei PCP, um pecado de juventude, participei mesmo numa lista candidata à freguesia da vila onde cresci a convite de um amigo que muito prezo e que não é da mesma estirpe da do camarada Vasco. Hoje teria que recusar, amadureci o suficiente para perceber que o comunismo, em nome do colectivo, oprime a individualidade e que nos países onde governou especializou-se na produção industrial de miséria humana e da opressão.
publicado por Conde da Buraca às 22:24
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Tiananmen - 20 Anos

Fez no passado dia quatro de Junho, 20 anos que o exército de libertação da República Popular da China esmagou a pró-democrática concentração de estudantes na praça de Tiananmen. Maria João Belchior, jornalista portuguesa freelancer a residir em Pequim, que tive o prazer de conhecer, assinala o acontecimento com uma grande reportagem, entrevistando uma das mães de Tianamen, testemunhas e activistas dos direitos do homem que convivem diariamente com a vigilância e controlo policial. A não perder a audição, aqui, na TSF.
publicado por Conde da Buraca às 12:07
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