Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Queridos Vizinhos

Esta fotografia a lembrar o auge da xenofobia nazi foi tirada mesmo por debaixo do edifício onde vivo. Os habitantes de Pequim em geral não expressam o seu amor para com os seus vizinhos do mesmo modo entusiástico com que o proprietário desta superfície comercial o faz mas o sentimento, com mais ou menos intensidade, incluindo o das gerações mais jovens, é o mesmo, a malta não gosta de japoneses. Sessenta anos não é assim tanto tempo para sarar as feridas de uma guerra repleta de barbaridades como o foi a segunda grande guerra, especialmente aqui na Ásia onde os feridos são outros e os medicamentos utilizados nem sempre são os mais adequados. Parece-me interessante deixar aqui algumas reflexões pessoais sobre os porquês desta lenta cicatrização.

 

A primeira é sobre o orgulho deste gigante que em tempos remotos concluiu que além das suas fronteiras nada de interessante poderia advir (daí o simpático apelido de “bárbaros”), reduzindo os seus contactos com o exterior ao mínimo necessário, abdicando de prosseguir com as grandes explorações marítimas realizadas até então e, mais grave ainda, apagando da memória os conhecimentos científicos adquiridos. A invasão nipónica foi um golpe demasiado forte  e difícil de esquecer para este povo orgulhoso do seu passado grandioso. O período entre as perdidas guerras do ópio e o fim da segunda guerra mundial é encarado como um percalço de percurso, sendo a actual fase vista como a recuperação rumo ao lugar que sempre foi seu, a liderança mundial.  

 

Depois temos a bastante criticada (tanto pela China como pela Coreia do Sul) dificuldade do Japão em lidar com o seu passado recente que não tem contribuído nada para a sua popularidade. Assumir os erros do passado, especialmente quando este é recente e pincelado de tons negros não é coisa fácil, devem ser poucos os países ou nenhum que o façam  abertamente. No entanto o Japão tem enveredado precisamente pelo sentido contrário, as recentes alterações nos cadernos escolares é algo que não seria tolerado na Europa se a Alemanha procedesse da mesma forma. Reclassificar o massacre de Nanjing (na época capital da China nacionalista) como apenas um incidente é algo comparável à Alemanha negar o Holocausto, aconselho uma vista a este link da Wikipédia a respeito do referido massacre para terem uma ideia da sua real dimensão.

 

Por outro lado, apesar das palavras bonitas aquando dos encontros políticos, a meu ver, o esforço chinês de educar as novas gerações no sentido da reaproximação tem sido diminuto. Falo obviamente na condição de um recém chegado que, como todos os recém -chegados a um novo país, ainda tem muito por conhecer. Mas há pormenores que saltam há vista e que dão para imaginar o todo. Basta ligar a televisão e fazer uma ronda pelos inúmeros canais  para encontrar um qualquer documentário dedicado às atrocidades cometidas pelos japoneses na segunda grande guerra. Não quero com isto dizer que, em nome das boas relações, a história deva ser ocultada, apenas parece-me exagerada a frequência com que este tipo de programas são emitidos.  Mais escandaloso é o próprio canal reservado às crianças também não escapar à regra, há uma série de cartoons em que soldados japoneses, os maus da fita, são constantemente ridicularizados.  Se calhar exagero mas penso ser característica comum de regimes totalitários, a existência de um inimigo exterior (nem que para isso se crie um) como factor de união do país, como agora o Capitalismo até é boa pessoa talvez o Japão seja o substituto.

 

A verdade é que por cá, apesar de decorridos mais de 60 anos e de, actualmente, o Japão ser o maior parceiro económico da China, ainda há importantes passos a dar por ambas as partes. Um clima de paz mas com a sombra do xenofobismo por perto, pode, de um momento para o outro, transformar-se numa negra tempestade. Mas isto, provavelmente, é só a minha veia apocalíptica a falar ou, mais provável ainda, o síndrome de encerramento de um post exageradamente longo.

 

publicado por Conde da Buraca às 15:41
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

Aquele dia que por cá ninguém fala

Há quatro dias atrás foi aquele dia na China que todos nós sabemos mas que dele aqui ninguém fala. Foi há 18 anos. Esse acontecimento, as sanções internacionais que se seguiram e o fim da U.R.S.S . terão sido interpretados pelos líderes de então como um sinal de necessidade de mudança. Aos poucos foi reaproximando-se do Ocidente e este seduzido pelas potencialidades deste mega mercado acabou por esquecer o tal dia que nós sabemos. Questiono-me se este esquecimento não terá sido o melhor que o Ocidente alguma vez poderia ter feito pelo povo deste país. No exterior penso que é generalizada a opinião de que o regime político chinês está, com o passar dos anos, de pedra e cal, de facto, assim é, a possibilidade de nos anos próximos surgir um movimento democrático de oposição é algo impensável. Vivo em Pequim, uma mega urbe cuja realidade sei não ser a realidade do interior mas que é a mesma de outras grandes cidades espalhadas por esta China fora, ou seja a realidade de centenas de milhões de pessoas e do grosso da massa crítica. O povo está feliz, longínquos são os tempos em que predominava o azul/verde das vestes operárias, o telemóvel e o leitor mp3 , na próxima geração, segundo a Lei de Darwin, serão os novos orgãos humanos dos habitantes deste canto do planeta, os jogos olímpicos estão à porta, vive-se uma espécie de bebedeira colectiva tamanho é o excesso de novidades.  O orgulho pelo desempenho do governo é notório, quando a fórmula mágica deste apenas consiste na abertura das portas ao investimento exterior e nos miseráveis salários. Tem sido um empurrar com a barriga que tem sido conveniente a todos, a última concessão foi o reconhecimento da propriedade privada (ainda não nos moldes como conhecemos, mas um importante passo). Depois há a internet, esse gigante que nem mesmo o filtro chinês consegue dominar (discordo daqueles que criticam o Google por censurar certos conteúdos, a sua presença faz muito mais pela democracia do que a sua ausência). O ser humano tem aquele pequeno defeito chamado ambição, quer sempre mais, os chineses não são diferentes, não se contentarão eternamente com as mesmas conquistas, liberdades, os mesmos salários. Como isto de controlar a felicidade do povo de um país “capitalista” não é coisa fácil, os salários, naturalmente, acompanharão o crescimento económico até que, um dia, a economia já não será tão competitiva e o poder de compra diminuirá. Nessa altura as brilhantes qualidades dos timoneiros serão postas em causa e a pergunta “Se estes tipos não conseguem porque não outros? ” surgirá e, quem sabe, até do interior do próprio partido. Talvez então se faça a transição pacífica para uma democracia multipartidária, talvez um dia aquela praça que todos nós sabemos  receba flores de homenagem aos jovens que deram o bem mais precioso que tinham e não de homenagem a corpos embalsamados que em vida se julgaram imperadores.  Divagações, quem sabe...

 

Nota: A fotografia foi furtada no China em Reportagem.

 

publicado por Conde da Buraca às 12:58
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Colors

A edição 70 deste interessante projecto dedica-se aos sonhos que Pequim, como outra qualquer grande urbe, alimenta e vorazmente consome. Realizado por dois jovens artistas chineses, este trabalho dá-nos a conhecer as vivências de alguns dos seus habitantes, ajudando-nos a compreender um pouco mais a actual transformação da sociedade chinesa. Que melhor maneira de conhecer a essência de um local do que o próprio relato de quem dele respira. Na fotografia, Qihui, prostituto de profissão, todas as quintas feiras canta num bar vestido de mulher por puro prazer, não recebe um tostão, pagando do seu próprio bolso o pianista que o acompanha nas actuações.

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publicado por Conde da Buraca às 17:51
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Final de Tarde em Pequim

Até numa das cidades mais poluídas do mundo é possível assistir a finais de tarde assim. Este, num dos seus muitos parques cujo único defeito que posso apontar é o excesso de utilizadores. Pequim está a rebentar pelas costuras.

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publicado por Conde da Buraca às 13:43
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Sábado, 7 de Abril de 2007

A Arte de Carregar no Botão

Para os mais cépticos relativamente aos porquês do crescimento económico chinês queria  aqui deixar um exemplo por si só demonstrativo do elevado grau de especialização / formação que a mão de obra deste país atingiu. Tratam-se das milhares de pessoas que todos os dias se dedicam a essa complexa arte que é carregar no botão e as suas diferentes ramificações. Uma das que inicialmente mais desperta estranheza a um ocidental, são as meninas dos elevadores, espaço de trabalho, onde com uma desenvoltura notável carregam no botão correspondente ao andar que desejamos deslocar-nos. Aconselho vivamente a leitura deste  post no China em Reportagem, onde a sua autora nos dá a conhecer, em mais pormenor, um dia destas trabalhadoras especializadas. Depois vamos encontrando outros exemplos, como é o caso da menina do edifício onde passo todas as manhãs, a sua função é carregar num dos oito botões da máquina de café, cada um deles correspondente a um diferente tipo de bebida. Não revela a mesma agilidade da colega do exemplo anterior mas é preciso dizer que também acumula a função de receber o dinheiro, apesar de a máquina possibilitar a inserção de moedas. A conclusão natural de um recém-chegado é de que, por estes lados, a densidade de habitantes manetas é muito superior à média mundial. Mas não, a intenção é simplesmente explorar o conceito da especialização/produtividade até ao limite e, há que dizê-lo, com resultados extraordinários. O facto de a restante massa laboral já não necessitar de reservar células cinzentas para memorizar o modo de como se carrega em botões, possibilita que estas sejam utilizadas para o aperfeiçoamento da sua profissão. Poderá parecer que o impacto é reduzido mas o potencial ainda por explorar é enorme, imaginem a imensidão de equipamentos que exigem o premir do betão. Já se comenta a possibilidade de, brevemente, na compra de um aparelho de tv, estar também incluída a oferta de um profissional no domínio do comando. Claro que ainda há pormenores por afinar, sou da opinião que deveria ser criado o cargo de adjunto que, diariamente, na companhia do seu mestre, aprenderia os segredos da profissão e o substituiria nos dias de doença. Evitava-se assim nessas ocasiões, situações caricatas como pessoas que, deparadas com a ausência da operadora do elevador, optam por não sair de casa, faltando ao emprego, outros há que optam por descer/subir dezenas de andares pelas escadas ou ainda aqueles que tentam carregar nos botões com os dedos dos pés, correndo o risco de se lesionarem com gravidade. Pequenas falhas que, certamente, serão corrigidas. Como se vê, não é apenas com salários baixos que o ministro de economia de Portugal conseguirá atrair o investimento chinês, é também necessário investir fortemente na especialização/formação da mão de obra.

publicado por Conde da Buraca às 11:32
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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

O Grande Firewall Chinês – Update

Pois é, essa outra grande muralha continua em obras, desta feita, o bárbaro Blogspot, após uns breves dias de castigo, foi ontem novamente contemplado com o privilégio de poder aceder ao farol da humanidade que é a China. Provavelmente, alguém, movido por uma inveja incontrolável, terá utilizado o Blogspot para publicar conteúdos nada abonatórios a respeito das políticas deste país. Assim, depois de uma estadia com o grupo de intriguistas que inclui nas suas fileiras nomes sonantes como a Wikipédia, o LiveJournal ou ainda o Worldpress, é expectável que este regresso na condição de liberdade condicional, não seja desperdiçado. Ao nível da blogosfera, a interdição do Blogspot é uma medida significativa, para se ter uma ideia, no meu caso, deixei de ter acesso a mais de 90% dos blogs que frequentava. Tenho que confessar que este voltar atrás desilude-me, dificulta imenso a elaboração do Index Blogueiro a que me tenho dedicado e que conto entregar às autoridades ainda no decorrer de 2007. Nessa lista, não constam os posts de André Azevedo Alves que, apesar da sua posição assumidamente anticomunista e de ser o mais forte candidato à vitória do Blogger de 2007 que mais fotografias de António Oliveira Salazar afixou, é visto por estas paragens como um comediante de grande valor, tendo a sua ausência na recente comitiva portuguesa sido apontada como o motivo pelo qual Hu Jintao não terá recebido José Sócrates. Resta-me endereçar os parabéns ao senhorio desta casa, o Sapo, que mais uma vez conseguiu manter a bandeira azul que é o selo de qualidade atribuído pela República Popular da China.


Adenda a 01/04/2007 (sempre sonhei fazer isto): afinal a liberdade condicional do Blogspot foi de curta duração.

Adenda a 03/04/2007 : Blogspot acciona uma forte cunha e está de volta.

Adenda a 07/04/2007 : Nova reviravolta e acabaram-se as adendas.

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publicado por Conde da Buraca às 16:37
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Cidade Proibida

Há lugares que só conhecemos pelos livros, filmes e pelo que a nossa imaginação vai acrescentando aos espaços em branco. Depois de visitar a mítica residência dos imperadores fiquei com a sensação de que nunca mais me iria referir a ela com a mesma paixão com que o fazia antes, a cidade que outrora conhecera sem conhecer morrera ali. Apesar da sua dimensão megalómana e do entusiasmo inicial com que cruzei as suas grandes portas, no final, o sentimento não era o deslumbramento que sempre esperara mas outro a roçar a decepção. Para tal talvez tenha contribuído a monotonia da arquitectura que numa extensão desta dimensão acaba por cansar, as grandes obras de recuperação a pensar nos Jogos Olímpicos de 2008 que cobrem alguns dos edifícios principais e talvez ainda o facto de ser interdito o acesso aos mais interessantes, apenas sendo permitido observar o interior pelas janelas. É claro que se trata de uma obra notável mas a verdade é que há muita criação do homem por esse mundo fora, para não falar das da natureza, que arrebatam muito mais. Os belíssimos cenários e sempre diferentes que cada dobrar de esquina de algumas cidades nos reserva ou ainda, por exemplo, o efeito de espanto e pequenez que se sente no interior das grandes catedrais. Queria muito que assim não fosse mas foi.

publicado por Conde da Buraca às 05:45
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

China #4 – Blogs Tugas Made in China

Pesquisado no Google, santificado seja, deparei-me com outros blogs de portugueses a residir na China. Achei que teria a sua piada reunir a malta num só espaço, uma forma de se conhecerem uns aos outros e também de se darem a conhecer. A primeira versão é esta, alojada nessa fabulosa e muito subaproveitada ferramenta que é a Blogopédia. Com excepção de um deles, provavelmente em estado de hibernação, todos têm mantido regularmente as respectivas casas com postas dedicadas ao dragão asiático. Agora vão, aquilo está tão fresco que até os próprios listados desconhecem a existência de tal poiso.

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publicado por Conde da Buraca às 16:24
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

China #3 – O Indicador Lionel

Um indicador de desenvolvimento da mesma importância do que, por exemplo, o PIB, a Taxa de Analfabetismo ou ainda a Taxa de Desemprego, mas que, incompreensivelmente, continua a ser ignorado pelos especialistas, é se esta coisa passa ou não nas rádios e bares do país objecto de estudo.
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publicado por Conde da Buraca às 16:43
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Esclarecimento ao Carriço

Carriço, dando uma vista de olhos nas estatísticas do sitemeter, chego à conclusão de que és o único tipo que por cá vai passando. Isso é preocupante, diria mesmo que é um forte sinal de que está na hora de consultares um especialista do foro psiquiátrico. De qualquer modo, estejas ou não na plenitude das tuas capacidades mentais, sinto-me na obrigação de te dizer que a responsabilidade da escassez de actividade por estes lados deve-se a uns sismos, nada pequenos por sinal, que têm ocorrido nos mares de Taiwan. Os cabos de fibra óptica que alimentam a China ficaram em mau estado, tornando penosa qualquer actividade na net. A malta bem se tem esforçado por reparar os estragos mas os sismos parecem dotados de inteligência e reaparecem sempre no momento menos desejado. Já agora, Carriço (ou mais alguém que aqui venha parar), desse lado consegue-se visualizar as fotografias dos posts? Deste lado não há fotografias para ninguém.
 
Um abraço.
publicado por Conde da Buraca às 17:21
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

China #2 – Beijing, o Formigueiro Humano

É a comparação que encontro para descrever o caos organizado das ruas de Pequim. Milhões, são milhões de pessoas nas ruas, todas elas circulando como que programadas por um comando superior que previamente estabelece o percurso de cada uma delas. Não encontro outra explicação para o fluir do que aparenta ser uma anarquia mas que na realidade é apenas uma diferente forma de organização. Todas aquelas pessoas, bicicletas, carroças e carros, cruzam-se tangencialmente nas grandes avenidas sem colisões porque não são elas que se comandam a si próprias, são apenas mais uma peça do veículo que, iludidas, pensam que comandam. Alguém deve ter reparado que eu andava desalinhado do sistema e no perigo que isso poderia representar para a segurança dos cidadãos. Assim, a minha ficha já foi introduzida no computador central. Hoje sou uma formiga obediente, sei muito bem que a prioridade nas passadeiras é dos automóveis (ai de quem) e que quando o sinal verde para peões é accionado tenho que verificar a minha posição (sim, sim, o sinal verde para peões), se ainda não atingi metade do percurso há que regressar ao ponto de partida.
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publicado por Conde da Buraca às 14:52
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Domingo, 17 de Dezembro de 2006

China #1 - E o Autor Volta a Confessar-se

(Fotografia do belíssimo Picture China)
 
Sabendo eu que a minha pessoa se encontra a viver em Beijing, logo ali vi uma oportunidade para enriquecer o conteúdo do blog, a reacção do convidado foi positiva, tendo este se disponibilizado de imediato a, com alguma regularidade, aqui passar e deixar uns relatos do que os seus olhos vão observando. Passemos então às palavras de quem de direito, Senhores e Senhoras, temos o prazer de vos apresentar, from China, Beijing, Conde da Buraca:
 
“Olá a todos, desde já uma palavra de agradecimento ao Conde pelo convite que tanto me honra, conheço-o desde que nasci e com ele tenho compartilhado todos os momentos da sua existência, não podia dizer que não. És o Maior, pá !!! Não sei se será possível resistir à tentação mas tentarei evitar comentários aprofundados de teor político, pretendo sim explorar outras temáticas como por exemplo a batalha entre a globalização e uma cultura milenar tão distinta como o é a chinesa. Ou ainda focar aquilo que aos olhos dos ocidentais não é nada comum, por vezes “bizarro”, nos comportamentos dos habitantes deste enorme canto do planeta. Depois o sangue azul que me corre nas veias obriga a que a história e as estórias também digam presente, ideias não faltam, vamos lá a ver é se tenho dedos para elas.”
 
Conde da Buraca
publicado por Conde da Buraca às 03:32
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