Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Conversas no Divã

 

Querido Blog,

 

Pois… deves estar a pensar “olha-me este, dá de frosques e aparece agora com falinhas mansas”. Tens razão, mas o que é que queres? Primeiro, existes porque te criei. Sou teu pai, deves-me respeito. Segundo, não tens vida, não precisas de ser alimentado para viver, podes muito bem passar uma boa temporada sem a merda de uns posts. Vais continuar a ter o mesmo aspecto, nem mais magro, nem mais gordo. Estamos entendidos? Depois, não penses que és especial. Há por essa blogosfera muito lixo mas também há coisas muito, mas mesmo muito melhores do que os textos que tanto te envaideces ter. Tens que esperar que o teu dono coma muita sopa que é como quem diz, leia muito, exercite a massa cinzenta com os grandes da literatura e com as lições que uma vida bem vivida nos dá. Coitado, acho que ele não vai lá. O aumento da esperança média de vida dá-se a uma velocidade bem inferior ao seu apetite pelo ócio… Está condenado a ser um simples mortal ou, na melhor das hipóteses, reconhecido como o autor do livro “A Arte de Coçar os Tomates – Aprenda com o Mestre”. No fundo ele tem consciência do seu destino, tem uma réstia de esperança de o enganar, pequena, não te iludas, muito pequena. Talvez um dia, com o avançar da ciência, seja possível determinar à nascença aqueles que seguramente aproveitarão o privilégio de num mundo carregadinho de injustiças poderem estudar e aproveitar essa ferramenta para fazer algo de valoroso. Calma, não estou a sugerir o extermínio de pobres bebés, apenas o encaminhamento desde logo para caminhos onde não se sintam perdidas, onde não tenham dúvidas dos passos a dar. Do tipo, o que eu gosto é de beber cerveja com tremoços e é isso que vou fazer, depois de morto, o meu corpo está á vossa disposição para fins científicos ou não. Imagina um mundo onde todos os terráqueos estão ao nível de um Einstein, provavelmente sem a existência de um único desgraçado que não domine os fundamentos da teoria quântica, é provável que a maioria atribua um valor muito reduzido aos seus próprios conhecimentos. Pois é, então porque querer mais se, no fundo, isto trata-se apenas de uma questão de relatividade. Eu explico, porque é essa insatisfação que nos fez sair da idade da pedra e ter a capacidade para criar coisas como tu, um blog. Não fiques vaidoso, fica sabendo que até tu já estás ultrapassadíssimo pelo twitters, facebooks e outras novas plataformas.

publicado por Conde da Buraca às 16:20
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Hoje é dia de chuva

E como tal um convite à  preguiça que seria descortês recusar.

publicado por Conde da Buraca às 11:23
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