Domingo, 27 de Maio de 2007

O Véu Islâmico e Acessórios

Não há dia que não me cruze com essa aberração medieval, mais os restantes acessórios que o complementam. É daquelas coisas a que a vista, por mais que tente, não consegue habituar-se. Pasmo em como o Ocidente, dividido em análises filosóficas em torno da liberdade de cada um se vestir como bem entender ou no respeito pelas opções religiosas, continua a condescender com o uso no seu próprio território de um dos mais horrendos instrumentos de controlo jamais criados pelo homem.

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publicado por Conde da Buraca às 17:23
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

A verdade a que não se pode fugir

Ahmed, nascido e criado no norte de África sempre evitara deixar-se influenciar pelas crenças religiosas dominantes no seu país, queria conhecer o mundo  e decidir por si próprio, sem pressões, o rumo da sua consciência. Um dia, chegara finalmente a oportunidade que tanto desejara, um curso numa universidade europeia, partiu sem olhar para trás. Os dias corriam e o deslumbramento pela nova cidade não parava de aumentar até que, três meses depois, quis o destino que, enquanto vagueava pela rua e espreitava as montras,  os seus olhos se cruzassem com o livro sagrado, o Corão. Este, assim que sente o olhar, eleva-se e voa na sua direcção, Ahmed reúne todas as suas forças e lança-se numa fuga desesperada e já condenada. Encurralado numa travessa sem saída, aguarda derrotado pelo inevitável, o Corão abre-se diante dos seus olhos e dá-lhe a ler uma verdade absoluta: “Se lês estas palavras é porque o livro está aberto nesta página”. Já nada havia a fazer...

publicado por Conde da Buraca às 13:04
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Parece que a Virgem também lá esteve

Como não poderia deixar de ser, ainda que com alguns dia de atraso, é com enorme felicidade que o Peneirar também se junta às comemorações do 90º Aniversário do grande milagre que foi mover o sol de forma a que esse movimento apenas fosse observado na Cova da Iria e, mais grandioso ainda, mantendo-se a integridade do sistema solar.   

publicado por Conde da Buraca às 06:34
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Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006

Reflexões Teológicas - Maomé, o José Mourinho dos Céus

Já tinha conhecimento que, segundo o Corão, Cristo terá sido um dos profetas da palavra de Alá (uma espécie de presidente do Real Madrid, tantas são as estrelas que compõem o seu plantel). Parece que com o passar dos tempos, a depuração dos ensinamentos de J.C. obrigou a nova intervenção do Todo Poderoso (desta através do profeta Maomé) de forma a que nos fosse revelado mais uma vez o caminho da salvação. No ponto de vista aqui do ateu, a referida referência a Cristo no Corão é uma jogada estratégica de mestre. O que ganharia o Islão, desmarcando-se radicalmente do Cristianismo, religião com uma comunidade de fiéis numerosa e com séculos de antecipação. Nada, pelo contrário, apenas perderia. É muito diferente sermos confrontados com a inutilidade das nossas crenças do que com um upgrade. Depois um fruto proibido é sempre mais apetecível, para quê criar mais um, é mais inteligente dizer para se comer x porque é melhor do que y em vez de se proibir y. Já nutria uma certa admiração intelectual por Maomé, hoje mais o admiro pois desconhecia o que recentemente me chegou aos ouvidos. Parece que, também segundo o Corão, o dia do julgamento final, será aquele em que Cristo se anunciar novamente ao mundo, ao serviço de Alá e desempenhando as funções de juiz. Porquê este papel para Cristo? Aqui o ateu opina que Maomé, tendo consciência do poder da religião cristã, receava que algum tipo inteligente como ele se fizesse passar por Cristo e pusesse em causa todos os seus ensinamentos. Assim de forma a garantir que tal não acontecesse, nada melhor que reservar um papel para o seu rival lá para o final dos tempos. Como o fim do mundo motivado por decisões divinais nunca se sucederá (eu sei porque Deus mo disse e que também o havia dito a Maomé), qualquer nova aparição de Cristo que não acompanhada pelo juízo final (todas) seria encarada como trapaceira. Concluindo, um homem brilhante.
publicado por Conde da Buraca às 13:41
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006

Oferta de Emprego-Empresário e Consultor de Imagem - Enviar Currículo para o Gab.Rec.Hum. do Paraíso

É verdade, a carreira de Deus já viveu melhores dias, a continuar assim, corre o risco de se transformar numa espécie de banda do tipo os ABBA que ano sim, ano sim, lá pelo Natal, relembram-nos da sua existência, lançando um Best Off com uma nova sequência das mesmas músicas de sempre. Não obstante ser de louvar o esforço descomunal que a referida banda desenvolve para que, ano após ano, as posições dos hits não se repitam (aproveito para informar que a última música da Colectânea de 91 é a primeira da de 92, o que é chato para quem ouve os dois álbuns de seguida, um pormenor a melhorar), uma audição mais experiente acabará por detectar com algum custo, é verdade, que não há nada de novo (lamentámos decepciona-lo). Serve a analogia para registar que Deus, talvez pelo estatuto de estrela que adquiriu ao longo dos séculos, já não sente necessidade de aparições públicas ou de compor novos milagres. Os clássicos continuam a ser grandes Obras, especialmente Fátima, aí transcendeu-se, fazer com que o movimento do Sol apenas fosse observado na Cova da Iria e não provocasse a desintegração do sistema solar, não é para qualquer um, genial, estiveste bem pá. Pena é que só se dê importância à aparição da Virgem, nada que não surpreenda neste mundo que não sabe quem foi o primeiro Prémio Nobel da Física mas não esquece o primeiro anúncio televisivo da Maxman (já agora, se alguém tiver o vídeo, o e-mail está ali na coluna do lado). Pois… Deixemo-nos de desabafos e vamos ao que nos trouxe por cá, o problema é que foi precisamente no século de todas as mudanças que Deus decidiu recolher-se nos seus aposentos celestiais. Problema, porque relatos de milagres com pastorinhos e ovelhas já não cativam as crianças, há que renovar o stock com personagens e objectos do nosso tempo. Talvez uma criança que se delicia com a morte do seu centésimo tamagochi por maus tratos e, de repente, do nada, surge uma luz ofuscante que a cega temporariamente e a repreende de tal forma que, quando desaparece, o menino decide tornar-se num missionário e, de casa em casa dos seus colegas de escola, alimentar os tamagochis oprimidos. Depois esse estilo discreto pode ter funcionado no passado, quando não havia televisão, Internet, o pessoal deitava-se ao pôr do sol, acordava com o cantar do galo e o único livro em casa era a Bíblia, mas no século XXI é suicídio (pecado). As famílias são constantemente bombardeadas com informação de todo o tipo que as levam a descurar, duvidar ou mesmo a ignorar os ensinamentos religiosos, são teorias evolucionistas, são os Códigos Davinci´s, os Hélderes que não largam a porta de casa, a provocante vizinha do lado (as vestes mudaram muito, melhor, diminuíram muito), o papa que não dá uma para a caixa e sei lá que mais. Quem tem fé deve resistir às tentações, tudo bem, mas uma aparição de vez em quando ajudava. E o que dizer das cada vez mais crianças que crescem sem os ensinamento das palavras santas dos evangelhos, também serão elas pecadoras? Não, claro que não. A mudança não pode ser mais adiada, o contacto com os humanos tem que ser mais directo, mais agressivo. Porque não se aproveita as novas tecnologias? Talvez um website onde Deus respoderia online às dúvidas dos crentes, onde se poderia downloadar os melhores milagres de sempre, com jogos religiosos para crianças, concursos que premiassem prémios aliciantes do tipo canetas e aventais com a inscrição “Jesus is Sexy”. E porque não, um God´s World Tour, ahh? Grandes palcos, onde ao vivo, Deus, him self, curava em simultâneo um paralítico e um cego para delírio da multidão, para o encore, se a actuação fosse na Etiópia ou na Somália, reservava-se o milagre da multiplicação do pão e do peixe. Enfim, uma imensidão de possibilidades que não são aproveitadas pelo nosso criador. Uma, apenas uma explicação é aceitável para tal displicência, Deus está mal acompanhado, está rodeado por conselheiros que de nada o informam, incompetentes que se agarraram às mordomias adquiridas, só pode ser isso, Deus não nos abandonaria…
publicado por Conde da Buraca às 14:24
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